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              Em 12 de março de 2003 a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um Alerta Global sobre casos de pneumonia atípica, aos quais denominou Síndrome Respiratória Aguda Grave, ainda sem causa estabelecida.

CAUSAS

              Nos casos ocorridos a partir de 26 de fevereiro, os exames para determinação da etiologia da Síndrome Respiratória Aguda Grave não demonstram a presença de agentes conhecidos que poderiam estar envolvidos. A causa da doença é, muito provavelmente, um vírus.
              A causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave e o modo de transmissão ainda não foram determinados, o que é preocupante, mas parecem ser possíveis a transmissão respiratória e pelo contato direto com fluidos corporais do indivíduo doente.
              A gravidade está no desconhecimento do agente causador e, conseqüentemente, da medicação adequada á cura; o que não permite garantia de sobrevivência dos infectados.

RISCOS

              As informações disponíveis sugerem que as manifestações surgem entre 2 e 10 dias (período de incubação) após o contágio e que a doença é menos transmissível que a gripe. A transmissão parece ocorrer somente após o aparecimento das manifestações. Não parece haver risco de transmissão através de contato casual.
              Como a doença parece ser altamente transmissível para os contactantes próximos, inclusive profissionais da área da saúde, é necessário que o serviço tenha recursos técnicos adequados para isolamento, como recomendado pela OMS.
              Além de quartos com isolamento adequado, é necessário que estejam disponíveis equipamentos de proteção individual (máscaras, luvas, óculos, gorros, capotes, aventais impermeáveis) tecnicamente indicados para doenças de transmissão respiratória e de contato.
              Pelo fato de a maioria dos hospitais não dispor destes recursos, espera-se que as autoridades da área de saúde designem locais de referência adequadamente equipados para atendimento dos eventuais casos suspeitos. 
              Portanto, o caminho indicado é o da prevenção.
              Além dos riscos de contaminação a que estão expostas pessoas que convivem de perto com doentes ou suspeitos de terem contraído a doença, a MASTER mostra-se especialmente preocupada com os profissionais de saúde que, por dever de ofício, não têm como evitar o contato.
              Essa preocupação se justifica pelo fato de que, das 3293 notificações recebidas pela OMS até 16 de abril último, com 40 a 60 novos casos por dia, a maioria dos casos ocorreu em profissionais da área da saúde e estudantes de medicina ou em pessoas que tiveram contato  muito próximo (como familiares) com indivíduos doentes.
              Por conta do trabalho a que se dedicam, médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem estão hoje muito expostos à SARS e precisam utilizar, segundo a OMS, equipamentos de proteção individual corretos, realmente capazes de protegê-los adequadamente da contaminação.  
RECOMENDAÇÕES SOBRE O USO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA CONTRA A PNEUMONIA ASIÁTICA
          Em adição aos procedimentos de rotina dos hospitais, como por exemplo, a higiene das mãos, o profissional deve evitar o contato com qualquer fluido corporal do paciente, através da utilização de óculos ou protetores faciais, luvas e aventais;
              Para proteção das vias respiratórias contra contaminantes presentes no ar, o profissional deve utilizar respiradores com classificação N95, que no Brasil, são equivalentes aos respiradores com aprovação PFF-2 ou respiradores com filtro P2.
              A movimentação do paciente deve ser evitada o máximo possível.
Pacientes que estão sendo movimentados devem utilizar uma máscara cirúrgica para minimizar a dispersão de perdigotos. Todos os visitantes, auxiliares, estudantes e voluntários devem utilizar um respirador com aprovação N95/P2/PFF-2, ao entrarem em contato com pacientes ou locais contaminados ou com suspeita de contaminação.
              Máscaras cirúrgicas são alternativas menos eficientes que respiradores com aprovação N95/P2/PFF-2.
Os seguintes itens devem ser cuidadosamente observados :  
  • Respiradores reduzem, mas não eliminam, a exposição a agentes biológicos. Não eliminam o risco de se contrair doenças, infecções ou morte.
  • Respiradores podem ajudar na proteção dos pulmões, entretanto não previnem a contaminação através de outras vias como a pele, que requer outros equipamentos de proteção, como por exemplo roupas hidrorepelentes.
  • Respiradores comumente encontrados no mercado foram desenhados e projetados para uso ocupacional / profissional por adultos devidamente treinados sobre uso correto e limitações.
  • A vedação do respirador sobre a face é muito importante. Se ele não vedar adequadamente, os contaminantes presentes no ar irão penetrar pela falha na vedação, expondo o usuário.
  • Portanto, o usuário deve estar barbeado para utilizar estes produtos.
  • Pessoas com problemas respiratórios, tais como, asma, enfisema ou problemas cardíacos devem consultar um médico antes de usar os respiradores.
  • Para maior eficiência, os respiradores ou filtros devem ser utilizados durante todo o tempo de exposição, não devendo ser reutilizados.